Alunos com dificuldade
de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e
regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor,
quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil.
Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado.
"Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de
reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com
estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria
Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional
da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados
A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade.
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