segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Autismo

Desde sua definição por Kanner em 1943, o autismo apresentou-se como um mundo distante, estranho e cheio de enigmas. Os enigmas referem-se, por um lado, ao próprio conceito de autismo e as causas, às explicações e as soluções para este desvio do desenvolvimento humano normal.

O autismo nos fascina porque supõe um desafio para algumas de nossas motivações mais fundamentais como seres humanos. As necessidades de compreender os outros, compartilhar mundos mentais e de nos relacionarmos são muito próprias de nossa espécie, exigem-nos de um modo quase compulsivo. Por isso, o isolamento desconectado das crianças autistas é tão estranho e fascinante para nós como seria o fato de um corpo inerte, contra as leis da gravidade e de nossos esquemas cognitivos prévios, começar a voar pelos ares em nosso quarto. Há algo na conduta autista que parece ir contra as “leis da gravidade entre as mentes”, contras as forças que atraem as mentes humanas para outras. Uma trágica solidão fascinante que, como destacou de modo penetrante Uta Frith (1991, p. 35), “não tem nada a ver com estar apenas fisicamente, mas com estar mentalmente”.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Foco dos alunos para as explicações em sala de aula

Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 


O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo. 

A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Leitura para Todas as crianças nas Férias

As férias escolares são esperadas por todos os alunos. Sem os compromissos escolares, eles podem merecidamente descansar, brincar e curtir um tempo ocioso. Mas os dias de descanso não significam uma pausa na aprendizagem: ela pode ocorrer em qualquer lugar! Nas férias podemos fazer coisas para as quais não encontramos tempo na correria cotidiana. A leitura é uma delas! É aí que entram os pais, que podem aproveitar esse momento para se aproximar de seus filhos e curtir momentos em família. Ler é um hábito poderoso que nos faz conhecer mundos e idéias. Descubra a importância da leitura para Todas as crianças em todas as idades
Livros  que indico por ter imagem e desta forma ser mais fácil a compreensão

O menino que "não" tinha jeito
Autora: Maria do Socorro Bernardes Pereira
O sonho de Vitório
Autor: Cosac Naify
Assim ou assado
Autor: Cosac Naify
É o Bicho!
Autor: CIA das letras

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Atividades criativas para estimulação dos alunos

A cada dia que passa,convencemo-nos que o conceito de Atendimento Educacional Especializado, tende a ultrapassar o ambiente das Salas de Recursos Multifuncionais, ,para os espaços das Salas Regulares, pois só assim transformaremos o caráter meritocrático de nossas escolas em espaços realmente Inclusivos, criando novas rotas de Aprendizagem e Desenvolvimento para Todos. Desta forma o objetivo dessa  postagem é incentivar os Colegas Professores das diferentes escolas espalhadas pelo Brasil afora a exercitarem sua criatividade, tornando a Educação Inclusiva uma realidade não tão utópica, como alguns imaginam.
Agora gostaria de socializar com vocês o trabalho de um Professor de Educação Física que também atua em Escolas Regulares e ressignificou sua Prática Pedagógica, para o atendimento dos Alunos com Deficiência.
Gostei bastante de suas propostas de intervenção nas aulas, pois utiliza recursos de Tecnologia Assistiva de baixo custo, construindo jogos de estimulação que atuam  nas diferentes Habilidades Cognitivas: Motricidade, Percepção, Raciocínio Lógico, Socialização e Aprendizagem.
Material feito com papelão, ofício e tampa de garrafa ou outro material paralelo.



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ensinando crianças com Déficit intelectual através do Lúdico

Através do brincar, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.

As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, freqüentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas.

Já as crianças com maior grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo necessitam que lhes ensinem muita coisa e nesses casos a imitação quase não funciona. É necessário ensinar a tarefa em si e mostrar que o processo é divertido.
Uma técnica especial é particularmente útil a ensinar a brincar. Baseia-se na idéia de sucesso completo em cada etapa. Um bom exemplo é usar um quebra-cabeça.

Atividade  utilizando um quebra-cabeça

Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.

Veja a coisa através dos olhos da criança com deficiência mental. Ela não sabe o que está fazendo, se ele colocar uma peça no lugar, a coisa toda parece que ficou igual e ainda incompleta. O resultado é frustração.

Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!

1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.

2. Tire uma de suas peças.

3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!

4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.

5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!

6. Repita a ação com outras peças.

Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.

Atenção: problemas poderão ocorrer quando não houver contato de olhos (com você ou com o brinquedo): quando a criança adormece, tem conduta destrutiva ou agressiva. Devemos evitar acomodações, perda de iniciativa ou tendência ao isolamento.

A deficiência lúdica do deficiente mental decorre de vários fatores:

Baixa capacidade de atenção.

Instabilidade psicomotora.

Tendência a repetição estereotipada dos mesmos jogos.

Ausência de iniciativa.

Dificuldades motoras.

Dificuldade para ater-se às regras.

Fragilidade às frustrações.

Na brincadeira a criança deve respeitar as regras, submeter-se à disciplina, participar de equipes, aprender a ganhar e a perder. É um treino para a vida. A diferença é que a criança com deficiência mental tem que ser ensinada a jogar porque dificilmente vai começar espontaneamente. As regras do jogo têm que ser bem explicadas, com poucas palavras e de forma bem clara. Precisará de apoio para conformar-se a perder, ou a ganhar, sem ufanar-se muito, a respeitar as regras e a controlar-se.

Através do brincar, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.

As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, freqüentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

PROPONDO RELAÇÕES ENTRE O AEE E O TEXTO “MODELOS DOS MODELOS

O texto “O modelo dos modelos” nos leva a refletir sobre a prática do professor de AEE no sentido de que não existe um modelo pré-definido para a aprendizagem, pois, cada um tem suas particularidades, deve - se, portanto, observar a realidade do aluno, identificar problemas e criar possibilidades adequadas à superação das barreiras que o impede, de se desenvolver plenamente na escola e fora dela, elaborando desta forma um plano de ação de AEE conforme  sua maneira de aprender. É necessário  que este profissional produza materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos e trace  suas estratégias levando em conta suas necessidades e potencialidades, elaborando um plano a cada atendimento com vistas a desenvolver no aluno sua habilidade e sua autonomia.

sábado, 24 de maio de 2014

Atividade para alunos com TGD- Autismo

Uma atividade lúdica que favorece a regulação sensorial que a criança precisa é o "trenzinho humano" usando uma malha circular de lycra. A propriedade elástica e resistente da lycra estimula a sensação tátil e proprioceptiva dando informação do próprio corpo da criança e dos corpos das outras pessoas que estão no trem. 
Esta atividade pode ser feita pelo professor(a) de AEE que pode também exercitar:
- o "freio inibitório" que para algumas crianças é muito difícil. 
- a noção de diferentes graduações de velocidade, força e ritmo
- o estar com o outro, e regular uma ação em cooperação
- troca de papéis, já que ora ela conduz, ora é conduzida
- troca de sinais de comunicação: gestos e sons
- noção de peso, volume e deslocamento do corpo no espaço
- planejamento motor, criando caminhos com obstáculos, ter um fim a ser conquistado.
- agregar novos elementos a cada oportunidade de brincar: colocar mais pessoas, colocar um personagem que gosta

As variações dependem do nível de desenvolvimento, interesse e envolvimento da criança,  que por sua vez depende também do envolvimento e mediação possível do adulto.