Através do brincar, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.
As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, freqüentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas.
Já as crianças com maior grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo necessitam que lhes ensinem muita coisa e nesses casos a imitação quase não funciona. É necessário ensinar a tarefa em si e mostrar que o processo é divertido.
Uma técnica especial é particularmente útil a ensinar a brincar. Baseia-se na idéia de sucesso completo em cada etapa. Um bom exemplo é usar um quebra-cabeça.
Atividade utilizando um quebra-cabeça
Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.
Veja a coisa através dos olhos da criança com deficiência mental. Ela não sabe o que está fazendo, se ele colocar uma peça no lugar, a coisa toda parece que ficou igual e ainda incompleta. O resultado é frustração.
Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!
1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.
2. Tire uma de suas peças.
3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!
4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.
5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!
6. Repita a ação com outras peças.
Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.
Atenção: problemas poderão ocorrer quando não houver contato de olhos (com você ou com o brinquedo): quando a criança adormece, tem conduta destrutiva ou agressiva. Devemos evitar acomodações, perda de iniciativa ou tendência ao isolamento.
A deficiência lúdica do deficiente mental decorre de vários fatores:
Baixa capacidade de atenção.
Instabilidade psicomotora.
Tendência a repetição estereotipada dos mesmos jogos.
Ausência de iniciativa.
Dificuldades motoras.
Dificuldade para ater-se às regras.
Fragilidade às frustrações.
Na brincadeira a criança deve respeitar as regras, submeter-se à disciplina, participar de equipes, aprender a ganhar e a perder. É um treino para a vida. A diferença é que a criança com deficiência mental tem que ser ensinada a jogar porque dificilmente vai começar espontaneamente. As regras do jogo têm que ser bem explicadas, com poucas palavras e de forma bem clara. Precisará de apoio para conformar-se a perder, ou a ganhar, sem ufanar-se muito, a respeitar as regras e a controlar-se.
Através do brincar, a criança pode desenvolver sua coordenação motora, suas habilidades visuais e auditivas e seu raciocínio criativo. Está comprovado que a criança que não tem grandes oportunidades de brincar, e com quem os pais raramente brincam, sofre bloqueios e rupturas em seus processos mentais.
As crianças sem deficiência mental brincam espontaneamente, ou aprendem rapidamente através de imitação. Elas tentam todos os tipos de brincadeiras novas por curiosidade. As crianças deficientes, que têm um menor grau de comprometimento em seu desenvolvimento cognitivo, também aprendem por imitação, contudo, freqüentemente necessitam ligeira ajuda para torná-las mais inquisitivas.
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
PROPONDO RELAÇÕES ENTRE O AEE E O TEXTO “MODELOS DOS MODELOS
O texto “O modelo dos modelos” nos leva a refletir sobre a
prática do professor de AEE no sentido de que não existe um modelo pré-definido
para a aprendizagem, pois, cada um tem suas particularidades, deve - se,
portanto, observar a realidade do aluno, identificar problemas e criar
possibilidades adequadas à superação das barreiras que o impede, de se
desenvolver plenamente na escola e fora dela, elaborando desta forma um plano
de ação de AEE conforme sua maneira de
aprender. É necessário que este
profissional produza materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as
necessidades específicas dos alunos e trace
suas estratégias levando em conta suas necessidades e potencialidades,
elaborando um plano a cada atendimento com vistas a desenvolver no aluno sua
habilidade e sua autonomia.
sábado, 24 de maio de 2014
Atividade para alunos com TGD- Autismo
Uma atividade lúdica que favorece a regulação
sensorial que a criança precisa é o "trenzinho humano" usando uma
malha circular de lycra. A propriedade elástica e resistente da lycra estimula
a sensação tátil e proprioceptiva dando informação do próprio corpo da criança
e dos corpos das outras pessoas que estão no trem.
Esta
atividade pode ser feita pelo professor(a) de AEE que pode também exercitar:
- o "freio
inibitório" que para algumas crianças é muito difícil.
- a noção de diferentes
graduações de velocidade, força e ritmo
- o estar com o outro, e
regular uma ação em cooperação
- troca de papéis, já que ora
ela conduz, ora é conduzida
- troca de sinais de
comunicação: gestos e sons
- noção de peso, volume e
deslocamento do corpo no espaço
- planejamento motor,
criando caminhos com obstáculos, ter um fim a ser conquistado.
- agregar novos elementos
a cada oportunidade de brincar: colocar mais pessoas, colocar um personagem que
gosta
As variações dependem do nível de
desenvolvimento, interesse e envolvimento da criança, que por sua vez
depende também do envolvimento e mediação possível do adulto.
sábado, 12 de abril de 2014
Diferença de Surdocegueira e DMU
A pessoa que tem, surdo cegueira precisa de mediação de comunicação para
obter, fazer a interpretação e o conhecimento do que lhe cerca. Seu
conhecimento se faz pelo uso dos canais sensoriais como: tato, olfato, paladar,
sinestésico, proprioceptivo e vestibular.
Na DMU as informações chegam para o indivíduo de forma fidedigna, porém,
ele sempre terá o apoio dos canais, audição e ou visão.
Segundo Rowland & Schweigert (1989), Muitas
pessoas com deficiência múltipla ou com surdo cegueira podem aprender a se
comunicar por meio de gestos, mas podem ter dificuldade para conseguir uma
comunicação usando símbolos abstratos tais como: palavras faladas ou língua de
sinais. . Há alguns anos foram realizados estudos sobre o uso de um sistema de
símbolo concreto conceitualmente chamados de “símbolos tangíveis” (Rowland e
Schweigert, 1989, 1990).
Na pesquisa de Rowland & Schweigert 2000 mostrou que símbolos
tangíveis são úteis não somente para indivíduos com surdo cegueira, mas também para
indivíduos de todas as idades que experimentam uma larga escala de
deficiências, inclusive retardo mental severo, deficiências de desenvolvimento,
autismo ou distúrbios de desenvolvimentos difusos, deficiência visual severa,
deficiência ortopédica severa, e múltiplas deficiências. Essa pesquisa mostrou
que indivíduos que já sabem como se comunicar pré - simbolicamente aprenderão
mais rapidamente como usar símbolos tangíveis.
Os símbolos tangíveis podem ser:objetos completos, partes de objetos,
texturas ou formas, objetos associados, desenhos e fotografias.
Neste sentido pode-se elaborar estratégias para que
tanto pessoas com surdo cegueira como com DMU possam obter a aprendizagem e
conseguirem se comunicar.
Tadoma: Coloca-se
a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, a pessoa que tem surdo cegueira
pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito.
Outras estratégias podem ser usadas, como por exemplo
o ensino do Braile e da língua de sinais,
Referências Bibliográficas
Rowland, C., &
Schweigert, P. (2000a). Símbolos tangíveis, resultados tangíveis. Comunicação Aumentativa e Alternativa.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Inclusão do aluno com surdez
A escola
aberta à inclusão defronta-se com grande desafio: A educação escolar do aluno
com surdez. Segundo Damázio (2007). As pessoas com surdez enfrentam inúmeros
entraves para participar da educação escolar, decorrentes das propostas
educacionais das escolas. Devido à falta de estímulos adequados para motivar os
alunos, muitos destes podem ser prejudicados nos aspectos cognitivo, sócio
afetivo, lingüístico e político cultural, como também ter perdas consideráveis
em sua aprendizagem.
Na
última década do século XX e início do século XXI, por diversos autores e
pesquisadores foram oferecidas contribuições à educação de alunos com surdez na
escola comum ressaltando a valorização das diferenças no convívio de cada ser
humano. Conforme Poker (2001) apud Damásio (2007), as trocas simbólicas
provocam a capacidade representativa desses alunos, favorecendo o desenvolvimento
do pensamento e do conhecimento, em ambientes homogêneos de aprendizagem. No
entanto, muitos fatores ligados a cultura da surdez precisam ser revistos.
Skliar (1999) apud Damázio, afirma que o
modelo excludente da Educação Especial está sendo substituído por outro em nome
da inclusão que não respeita a identidade surda, sua cultura, sua
comunidade. Estas questões causam
polêmicas entre muitos estudiosos, profissionais, familiares e entre as
próprias pessoas com surdez. Entretanto, é necessário que haja cautela, pois,
pode-se cair na cilada da diferença, como afirma Pierucci (1999) apud Damázio,
em nome desta diferença, ao invés de incluir pode - se segregar.
A escola comum para incluir o aluno com
surdez, necessita implementar ações que tenham sentido para este aluno e os
demais, e que este sentido possa ser compartilhado com todos. Mais do que a
utilização de uma língua, os alunos com surdez precisam de ambientes
educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento, explorem suas
capacidades, em todos os sentidos. Como afirma Poker, 2001: 300:
[...]
deficiência de trocas simbólicas, ou seja, o meio escolar não expõe esses
alunos a solicitações capazes de exigir deles coordenações mentais cada vez
mais elaboradas, que favorecerão o mecanismo de abstração reflexionante e
consequentemente os avanços cognitivos.
São
inúmeras as polêmicas formadas em torno da educação escolar das pessoas com
surdez, sabemos que a proposta da inclusão escolar ainda é um desafio a ser
vencido. É imprescindível ultrapassar a visão que reduz os problemas de
escolarização das pessoas com surdez ao uso desta ou daquela língua, mas sim
ampliá-la para os campos sócio-políticos, para que desta forma o aluno com
surdez exerça com dignidade sua cidadania.
REFERÊNCIAS
DAMÁZO,
Mirlene F. M., Atendimento
Educacional Especializado Pessoa com Surdez. SEESP/SEED/MEC,
Brasília-DF, 2007.
______, Educação Escolar Inclusiva para
Pessoas com Surdez na Escola Comum – questões polêmicas e avanços
contemporâneos. Ensaios
Pedagógicos construindo escolas inclusivas. 1º ed. MEC/SEESP, Brasília-DF,
2005.
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